quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Força Oculta

Tudo que digo é a verdade, de uma insidiosa conspiração infiltrada por séculos e perpetrada pelo ódio e cobiça a fim de destruir nossos valores e estilo de vida. Tudo é uma grande encenação fazia e apática onde não se sabe mais o que é verdade e mentira, certo e errado. A prova é o silêncio aos que nunca são criticados.

Meu tempo de juventude fora furtado, para todos efeitos nunca fiz nada, nunca escrevi livros, criei, fotografei, tive ideias, descobri verdades, mal tive rosto, voz e nome. Fui privado, veladamente, e meus direitos e de tudo que tem valor para mim, até mesmo de minha memória.

Muitos símbolos e sinais, muitos significados, mas nenhum sentido, todos eles conduzem a verdade alguma. Estou só num infindável nevoeiro onde não se sabe para onde vai, tudo se nega, ninguém sabe de nada, a ignorância é a lei por sociedades secretas e seitas inomináveis, há apenas o rancor e animosidade, só resta a hipocrisia, tudo a minha volta é uma mentira, uma prisão invisível onde nunca terei oportunidades pois até mesmo minhas virtudes são odiadas e somente os defeitos reputados.

Os insociáveis querem sumir comigo. Querem cobrir minhas pegadas, apagar minhas memórias, proibir de ser o que sou.

Querem me tornar um boato, um eco de um grito de socorro a existência ante o abismo. Mas não se pode ter crise existencialista quando não podemos existir. Resta-me resistir, não viver.

Por qual motivo meu avô fez parte daquela seita? Ela engana a humanidade por séculos. Nunca foram o que se dizem ser insistentemente. Independente do que faça eles reservaram para mim apenas o ostracismo, vergonha e humilhação.

Sinto que querem sumir comigo por não aceitar sobreviver na servidão e me arrastando, por lutar pelo que é certo, pelos valores. As forças ocultas que operam secretamente monopolizaram tudo, são muito os que estão sob a opressão. Estou sitiado, segregado, marginalizado e excluído, não tenho recursos, não sei o que faço.

Fico em condições psicológicas insalubres ante a segregação e exclusão isoladora sob constante coação a suprimir meus direitos básicos e constitucionais onde até mesmo se publicar um livro sou ameaçado veladamente de morte assim como alguns parentes. Caso tente me relacionar amorosamente com qualquer mulher ela é submetida a prostituição cultual forçada assim como tentam me obrigar a prática do homossexualismo. Vivo em clima de animosidade e humilhação constate onde tudo é dito por indiretas, insinuações e letras de modo sugestionado. Prometendo consequências em caso de qualquer progresso ou avanço em minha vida.

O desejo é controle total e absoluto sobre mim, minha vida, meus sonhos, talentos, ordenando o que digo, quero, faço e até as preferências sexuais de modo imposto, sob coação, para que qualquer resquício de liberdade seja sumariamente varrido e eu seja apenas o que eles desejam que seja, totalmente deles, servidão absoluta. Minha existência será reduzida a ser um mero boneco, um fantoche, sem vida própria. Noto muitos em situação similar.

Os que ofendem não aceitam ser ofendidos, mas como se diz quem ri tem que fazer rir. Porém a desigualdade sempre é uma via de mão única para os tiranos, os que criticam e não aceitam ser criticados, os que não respeitam exigem ser respeitados, os que diminuem exigem ser exaltados. Esses tentam nos usurpar tudo, a dignidade, humanidade, direitos e liberdade pois nunca foram e nunca serão uma coisa, melhores do que nós, mas apenas o mal comum que nos justifica qualquer luta. Os de convívio abiótico são o maior problema da sociedade e o único obstáculo para o advento da igualdade de um mundo realmente melhor.

Sua parábolas não me levam a nada melhor, não nos fazem crescer ou não revela qualquer verdade, é inútil, nem belo é, mas apenas uma alucinação, parte da matrix, apenas sombras da realidade projetadas na parede da caverna de Platão. São apenas teorias parciais da verdade a justificar exclusivamente a vontade deles, por isso sou pragmático em relação seus eufemismos egoístas. Eles explicam tanto quando as encenações de Roberto Benini no filme 'A Vida é Bela'.

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